Como um familiar se torna um cuidador?




São muitas as razões que levam o familiar a assumir a tarefa de cuidar. No Brasil, como em outros tantos países, esta tarefa, geralmente, cabe aos filhos e cônjuges.

No entanto, essa pessoa, muitas vezes, se torna cuidador de uma hora para outra. Ou se define ou é definida por alguém da família.

Alguns aspectos explicam essa condição. Uma pessoa pode ser tornar cuidador por instinto, por afeto, por gratidão, por obrigação ou pelas circunstâncias impostas.

Cuidador por instinto

É aquela pessoa que sempre se predispõe a cuidar de alguém. É instintivo oferecer a ajuda a quem precise. Isso faz parte da sua vida. Nasceu para ajudar. É uma pessoa imbuída o espírito de proteção. 

Cuidador por afeto

É o cuidador que gosta muito da pessoa que precisa de cuidados. Faz questão de cuidar. Geralmente, não deixa que outra pessoa cuide. Assume a tarefa por completo. É uma escolha pela tarefa. Não responsabiliza ninguém por nada. Por mais pesada que seja a sobrecarga, não delega os afazeres, por receio de que a outra pessoa não trate da mesma forma. Não pede ajuda. Não considera que a tarefa seja um fardo. Tem grande prazer em cuidar. É a pessoa que se define como cuidador, antes que alguém a defina. Na maioria das vezes, esse tipo de cuidador sofre muito com a partida do seu ente querido. Algumas adoecem, e precisam de suporte terapêutico.

Cuidador por gratidão

São cuidadores que querem retribuir tudo o que de bom receberam daquela pessoa que precisa de cuidados. É uma troca. Em muitos casos os filhos, os sobrinhos e os netos cuidam por gratidão. Embora, alguns nem sempre tenham tanto afeto. E, apesar da gratidão chega uma hora em que o trabalho se torna muito pesado. Sobretudo, nas situações em que o idoso é portador de uma síndrome demencial que cursa com alteração de comportamento.

Cuidador por obrigação

Essa é uma das piores condições para assumir um cuidado. Algumas pessoas tiveram vínculos esgarçados ao longo de uma vida permeada por conflitos. Contudo, a pessoa dependente só pode contar com ela. Usualmente, esse tipo de cuidador é definido por alguém da família, que empurra toda a responsabilidade pela tarefa. É muito comum isso acontecer com o familiar que depende financeiramente do idoso que precisa de cuidados, ou aquele que sempre viveu no mesmo domicílio. Em algumas situações, a família diz que é uma obrigação, visto que ao longo da vida usufruiu de algum bem do idoso.

Cuidador pelas circunstâncias impostas
Essa é uma forma natural escorregar para dentro da situação que exige cuidado. Geralmente, o cuidador por circunstância é aquela pessoa que já destina algum tipo de cuidado há algum tempo. Por exemplo, acompanha ao médico ou para fazer exames, vive na mesma casa do idoso, realiza algumas tarefas do dia a dia. Quanto mais a pessoa vai ficando dependente, mais vai se envolvendo no cuidado. Assim, se define como cuidadora ou é definida por alguém.



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