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Velhos que cuidam de seus velhos: quem vai cuidá-los?

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  Cenas de casais idosos são cada vez mais comuns no nosso cenário. A figura do idoso cuidador emerge com velocidade. A ausência de uma política de cuidado que atenda tanto as demandas do idoso quanto a de seu cuidador é um grande desafio para os profissionais e, sobretudo, para os familiares.  Cuidar de uma pessoa com problemas cognitivos é uma tarefa para além das forças de muitos familiares. Lidar com o declínio de uma pessoa que teve uma vida tão autônoma e independente e, de repente, passa a depender de alguém para as atividades mais básicas, como por exemplo: dar banho, vestir, alimentar... pode ser tão dolorido que chega a afetar fortemente o lado emocional.  O cuidador familiar está sempre exposto. Ouve as mesmas perguntas e frases inúmeras vezes, é alvo de agressão verbal e às vezes até agressão física, sofre com a falta de censura do idoso acometido pela doença, quando esse começa a falar o que tem vontade sem imaginar que está ferindo a outra pessoa.  Algu...

Mulheres que cuidam de cônjuges com doença de Alzheimer

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  Esta é uma realidade cada vez mais próxima do nossos dias. É comum passar pelos ambulatórios dos serviços de geriatria mulheres que chegam com seus maridos acometidos pela doença de Alzheimer, ou outras demências que podem ocasionar desequilíbrios na dinâmica familiar. É, sem dúvida, uma caminhada solitária. Por mais que os filhos tentem imergir nesse universo, as história de vida e de afeto pertencem somente ao casal.  É bem verdade que cada pessoa em sua singularidade enfrenta a tarefa de forma diferente. Em seu livro "Amar o que é: um casamento transformado"  Alix Kates Shulman traz uma narrativa comovente sobre a maneira como cuidou de seu marido  de 75 anos, que certa noite encontrou caído nu e inerte no chão de sua remota cabana à beira-mar. Scott caiu de um Jirau com aproximadamente três metros de altura e, apesar de ter sobrevivido, o acidente  sofreu lesões importantes que danificaram seriamente o seu cérebro. No livro  Shulman descreve tudo o qu...

Agressividade: um desafio para os familiares

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  As demências podem cursar com importantes alterações de comportamento. Uma delas é a agressividade. Essa agressão se expressa em vários formatos: agressão verbal, violência física, violência autoprovocada, entre outras. Não há um comportamento padrão. Nem todos se tornam agressivos. Pelo contrário, tornam-se completamente apáticos.    O que pode gerar um comportamento agressivo? Muitas ações podem desencadear alterações de comportamento.  Algumas podem estar relacionadas à própria evolução da doença, e outras podem ser ocasionadas por fatores externos, no próprio ambiente, sobretudo quando o idoso é contrariado. Neste caso, se faz importante identificar que situações estão exercendo pressões negativas a ponto da pessoa se tornar irritadiça. É um trabalho árduo, que exige paciência e um olhar muito atento.   Como identificar os eventos negativos? Essa é uma tarefa que exigirá extrema observação, à vezes, durante muitos dias. Um inventário com anotaçõ...

Morar sozinho: Até quando?

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  Até quando morar sozinho? Uma pergunta que muitos fazem. E, a resposta é:  enquanto a autonomia e a independência  estiverem  preservadas, esta deve ser uma decisão da própria pessoa.  É muito comum familiares decidirem o que seus pais devem fazer quando estão vivendo sozinhos. Em geral, isso acontece quando um dos cônjuges falece.  A primeira ação dos filhos é; "papai ou mamãe não pode mais ficar sozinho ou sozinha".  A partir desta primeira impressão começam a agilizar as mudanças e, de repente, comunicam que "papai ou mamãe se mudará de casa", "papai ou mamãe deve ficar próximo do filho", papai ou mamãe não deve mais viver sozinho". Na maioria das vezes, não dialogam sobre o assunto. Decidem por alguém cuja cognição está totalmente preservada, além de ser uma pessoa autônoma e independente tanto física, quanto financeiramente.  Muitas vezes, a situação ocorre de duas maneiras: ou levam para a casa dos filhos, ou o filho que está incomodado co...

Perambulação: como lidar com o idoso

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A perambulação é um comportamento comum para alguns idosos com doença de Alzheimer. A principal característica é um caminhar sem rumo. A pessoa não tem qualquer objetivo. Apenas não consegue ficar parada, sentada ou deitada em algum lugar. Às vezes, pode ficar irritada ou agitada. Por isso é muito importante que o cuidador ou o familiar fique atento aos momentos que essa alteração começa e tente identificar o que gerou esse comportamento. As causas para essa alteração são diversas, e em alguns indivíduos, quanto mais a doença evolui, mais alterações de comportamento são observadas. Importante ressaltar que nem todos os idosos acometidos por doenças degenerativas se comportarão da mesma forma. A doença se desenvolve de maneira diferente em cada pessoa, apesar dos sinais e sintomas serem muito parecidos. Muitas vezes, a habilidade do cuidador ou familiar em lidar com os problemas pode definir como será atitude do idoso. Muitos idosos com demência têm dificuldades de se comunicar,...

Como facilitar o momento do banho

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A doença de Alzheimer não se desenvolve da mesma maneira para todos os indivíduos. No entanto, em grande parte os comportamentos são muito semelhantes. Aqui especialmente o assunto é o banho. Para muitas famílias esse é um dos maiores problemas. Com o avançar da doença, algumas pessoas relutam em tomar banho com o argumento de que já realizaram a tarefa. Insistir com rigor pode ser um equívoco que pode levar o idoso a ficar irritado e consequentemente agressivo. Ficar um dia sem tomar banho para evitar a irritabilidade pode ser aceitável para algumas pessoas. O ruim é abrir mão disso quando o idoso tem incontinência urinária. Nesses casos o banho é atividade fundamental. Quando o idoso está com a cognição comprometida e mantendo autonomia para as atividades de vida diárias, ainda pode tomar banho sozinho. Muitos não realizam a tarefa à contento. É comum as famílias perceberem que algo começa a não funcionar adequadamente quando percebem odores desagradáveis, mesmo qu...

E se vivêssemos todos juntos

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Um filme que nos remete ao conceito de cohousing - Post do Instagram de @mariangelicasanchez_ O filme não tem a intensão de abordar o tema cohousing, mas nos faz refletir sobre o que é morar juntos. Como as pessoas precisam se organizar e precisam exercitar a paciência, o desapego, o respeito ao outro. Às vezes pensamos em como será a nossa velhice. Com quem viveremos e o que faremos? É claro que o modelo cohousing traz as diferenças de morar em uma mesma casa, como o filme apresenta. Mas, nos remete a pensar sobre o tema. Abaixo uma matéria interessante sobre o tema. Acesse o link no final para acessar a matéria completa. Modelo de habitação cohousing sênior cai no gosto de quem quer uma velhice independente e tranquila  (Matéria de  Laura Valente  publicada em 11/02/2019 07:00) I magine um lar amigável para quem já chegou ou caminha para idade madura, em que o indivíduo é convidado diariamente a conviver com a comunidade, dividir tarefas, compartilhar a me...