Como escolher um cuidador?
Há alguns se discute o processo de regulamentação desta importante profissão.
Uma proposta com o objetivo de regulamentar a profissão foi aprovada no dia 07 de fevereiro de de 2018 na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e seguiu para exame do Plenário do Senado. De acordo com o projeto (PLC 11/2016).
"O texto define como cuidador o profissional que acompanha e dá assistência a idosos, crianças, pessoa com deficiência ou doença rara, em residências, comunidades ou instituições. A atividade de cuidador pode ser temporária ou permanente, individual ou coletiva, visando à autonomia e independência, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida" (Agência do Senado, 07/03/2018)
O projeto sugeria que o cuidador fosse uma pessoa maior de 18 anos, com ensino fundamental concluído e com certificado de curso com, pelo menos 160 horas de aulas, realizados por instituições de ensino credenciadas pelo MEC.
No entanto, no ano de 2019, a presidente da república vetou o projeto que caminhava em suas fase finais. Isso foi um grande retrocesso. Atualmente estes profissionais continuam com uma profissão não regulamentada, e consequentemente, a formação também não está sistematizada.
O que fazer antes de contratar um cuidador?
Uma entrevista antes de escolher o cuidador é fundamental. Por exemplo, ter acesso a referências de outras famílias onde tenha trabalhado.
Observar se o candidato possui um certificado de curso, em instituição qualificada, cuja grade tenha sido composta por conteúdos que abordem importantes questões sobre como cuidar de uma pessoa idosa.
Indagar sobre os motivos que levaram aquela pessoa a tornar-se um cuidador de idosos. Esclarecer sobre o grau de dependência do idoso, observando se a pessoa está apta para executar tarefas como banho, alimentação, companhia, etc.
Após o início das atividades, é muito importante observar o comportamento do idoso. Mesmo os acamados, com dificuldade de expressão, se comunicam por gestos e olhares.
Mudanças repentinas de comportamento devem ser avaliadas. Importante também conversar com esse cuidador buscando, sempre, informações sobre o dia de trabalho e sobre o comportamento do idoso.
Porém, para que este processo seja bem sucedido é fundamental que acordos prévios sejam feitos: carga horária, atividades desenvolvidas, folgas e a forma de contrato que será estabelecido.
Um cuidador satisfeito com seu trabalho terá um imenso prazer em cuidar!
Maria Angélica Sanchez
Especialista em Gerontologia pela SBGG

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