Doença de Alzheimer: Quem é este fantasma?
Considerações sobre a doença de Alzheimer
O crescimento da população idosa, experimentado em todo mundo, vem acompanhado do aumento das doenças incapacitantes em uma parcela significativa de indivíduos envelhecidos.
A exemplo de outros países, no Brasil também se observa o aumento das doenças crônico-degenerativas, dentre as quais, a demência é o problema que mais se destaca, requerendo ações e profissionais habilitados para a detecção, avaliação e monitoramento.
A incidência da doença aumenta conforme a idade passando de 5% nas pessoas na faixa dos 60 anos para 20% nas idades superiores a 85 anos.
Dentre as demências, a mais frequente é a Demência do Tipo Alzheimer (DTA)r, responsável por mais de 50% dos casos na população acima dos 65 anos.
A doença começa de forma lenta, com pequenos esquecimentos. Aos poucos a pessoa vai perdendo a capacidade de viver sozinha e realizar as suas tarefas do dia a dia.
Sinais e sintomas da doença de Alzheimer:
Trata-se de uma doença de início insidioso. Geralmente, quem está por perto descobre o problema quando observa algumas condições, tais como:
- Esquece o dia do mês ou da semana
- Algumas vezes não sabe em que rua ou em que bairro está
- Esquece de fatos que aconteceram recentemente
- Não consegue aprender novas tarefas
- Tem dificuldade de nomear objetos ou entender palavras
- Realiza as atividades de forma desordenada
- Perde a capacidade de realizar tarefas rotineiras
Reações mais comuns nas famílias
No início da doença nem sempre a família percebe o que está acontecendo. É comum para muitas pessoas pensarem que estes comportamentos são normais na pessoas velhas.
Não!!! Estes comportamentos não são normais. Muitas pessoas envelhecem e se mantêm ativas, orientadas e completamente independentes.
Alterações de comportamento que cursam com a doença de Alzheimer
Até o momento não existe cura para esta doença e em alguns casos, indivíduos adoecidos também apresentam uma série de problemas, como:
- Dificuldade para dormir
- Agressividade
- Alucinações
- Perambulações
O que fazer ao identificar tais sinais e sintomas?
O ideal, quando a pessoa se depara com este problema, é levar o idoso para uma avaliação – que deve ser feita em instituições de referência com profissionais habilitados.
Via de regra, o geriatra é o profissional adequado para fazer uma avaliação e estabelecer um diagnóstico.
Para que se tenha uma certa precisão é necessário que o indivíduo seja submetido a uma avaliação criteriosa, faça uma bateria de exames laboratoriais, passe por testes que avaliem sua capacidade funcional e cognitiva e, alguns casos é necessário fazer exames de imagem. Aliado a isso, a impressão de uma pessoa que convive com este idoso, é fundamental para que o profissional possa perceber o tempo de evolução dos sintomas apresentados.
Uma equipe multidisciplinar é fundamental no estabelecimento de condutas e acompanhamento
Ao receber o diagnóstico é importante que a família se mobilize para se organizar em relação ao cuidado que deverá ser prestado.
Apesar de ser uma doença progressiva e irreversível as alterações de comportamento podem ser controlados com medicamentos específicos.
Além disso, a família pode ser orientada sobre a melhor forma de conviver com o idoso acometido pela doença.
Se o seu familiar está apresentando alguma alteração de comportamento que você considere inadequada, procure um geriatra.
Dê preferência à profissionais titulados pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia/Associação Médica Brasileira - SBGG/AMB.
Maria Angélica Sanchez
Especialista em Gerontologia pela SBGG

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